ARTIGOS

Conhece-te, aceita-te, supera-te (Santo Agostinho)




Autor: Ingrid Oliveira
Data: 26/04/2016

            Neste Ano Jubilar da Misericórdia instituído pela Igreja, temos a oportunidade e a graça feliz de nos lançarmos com ainda mais abandono nos braços misericordiosos de Deus. É isso o que Ele vem nos convidando, dia após dia, neste ano especial e separado para mim e para você. Mas para conhecer, de fato, a misericórdia de Deus, é preciso reconhecer-se miserável, totalmente dependente dEle.  Já não é mais tempo de olhar para trás e se desesperar ou se perder no conhecimento de nossas tantas misérias, mas de, com passos firmes, caminhar e lançar-se sem medo nos abismos da misericórdia. Quão doloroso é reconhecer os nossos pecados... Mas só neste entendimento poderemos compreender verdadeiramente a misericórdia de Deus por nós. Desta maneira, como Santo Agostinho dizia, é essencial conhecer-se, aceitar-se e superar-se.

            Primeiramente, a aceitação perfeita de si só é possível mediante a verdadeira confiança em Deus, pois sem ela ou caímos no desespero ou cansamos de lutar. É preciso dizer com verdade: sim, reconheço o quão pobre e pecador sou, mas ainda maior é a misericórdia e o amor de Deus por mim. Ele é completamente apaixonado por corações pequenos, humildes e reconhecedores da dependência de Seu amor paterno. Agora, reconhecendo o quão fracos somos, lutamos para conformar a nossa vida à de Jesus Cristo, e em santidade poder dizer como São Paulo: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim" (Gl 2, 20).

            Pois bem, já falamos do conhecimento e da aceitação da nossa humanidade pecadora. Agora caminhamos para a superação, ou seja, para a santidade. Tantas vezes colocamos 'n' dificuldades para começarmos este caminho, como se ele fosse impossível. É preciso que caiam por terra todas estas barreiras que construímos, e que se levante dentro de nós somente o desejo de amar sem medidas o Nosso Senhor: esta é a via da santidade. Santa Teresa D'Ávila diz que não é preciso pensar muito, mas amar muito. Outra santa, Teresinha do Menino Jesus, reconhecendo-se pobre demais para dar muitas obras de amor a Deus, oferecia-lhe os pequenos sacrifícios que lhe apareciam no meio do caminho, como até mesmo apanhar um alfinete do chão. Dessa maneira, alcançou grande santidade diante de Deus e dos homens.

            Amar muito, muito, muito... Deus é amor, e por sermos seus filhos, criados à sua imagem e semelhança, conhecemos bem este caminho. Este é o nosso ato mais sincero e natural, o amar, sobretudo nos sacrifícios, assemelhando-nos ao Nosso Senhor que foi até a cruz por nosso amor. É preciso olhar sempre para a cruz e exclamar: é assim que se ama! Permanecer em Deus não é o bastante, o que Lhe agrada é que permaneçamos amando, e muito! Pôr amor em todas as coisas que fizermos, desde as pequenas às grandes, estar com os olhos fixos nEle, ser diariamente fiel à oração, e saber encontrá-Lo no outro, que é um dom para mim... São muitas as maneiras de viver o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, e vivendo-o fielmente alcançaremos a santidade que Ele mesmo sonhou para nós e Lhe daremos a glória que Ele merece.

 

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