ARTIGOS

A castidade protege o amor




Autor: Gabriela Barbosa
Data: 16/06/2016

Ouvimos falar tanto sobre Castidade, que nos parece um assunto meio “clichê” não é mesmo? Mas, na verdade, não é. Quanto mais falamos ou ouvimos falar, mais é preciso ter ouvidos atentos para ouvir. As tentações e ocasiões para pecar estão a nos rodear a todo momento. O pecado contra a Castidade é um grande mal, que fere diretamente o coração de Deus e os Seus mandamentos. A Castidade é um chamado feito a todos nós. Todos somos vocacionados à Santidade.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC §2337) nos diz que: “A Castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa, e com isso a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual”. O CIC (§2338) nos diz ainda, que “a Castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si”. “[...] ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz”.

A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual (Gl 5,22-23). O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo (CIC §2345). Todo batizado é chamado à Castidade. Cristo é o modelo da Castidade. A castidade pode e DEVE ser vivida, independente de nosso estado de vida, seja como solteiros, namorados, noivos ou casados, ou como chamados a uma vida religiosa, ou à vida consagrada.

Santa Teresinha dizia: “a castidade me torna irmã dos anjos”. Uma vida casta nos aproxima de Deus e de Sua essência. Para vivê-la é preciso tomar uma decisão pessoal, por opção livre e consciente. Deus nos concede o livre arbítrio, respeitando a dignidade e a liberdade humana.

Uma vida casta e um relacionamento casto vão muito além da relação sexual antes do casamento. Pecamos contra a Castidade quando temos pensamentos impuros, ou um olhar impuro sobre alguém; quando usamos de carícias “indevidas”; quando nos expomos a situações e ambientes propícios às tentações; também quando não preservamos a modéstia no vestir. E claro, quando nos contaminamos com a pornografia; quando ofendemos a castidade com a masturbação, ou com a fornicação, que condiz ao próprio ato sexual,
antes do matrimônio; ou ainda com a prostituição.

Santo Antão dizia que “basta um olhar impuro para abrir as portas do inferno”. São Paulo em sua Carta aos Coríntios afirma que: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (I Cor 7,12).

Para viver segundo a castidade é preciso buscar o autocontrole e o autoconhecimento, resistir às tentações através dos meios que a Igreja nos ensina: fugir das tentações e ocasiões de pecado, obedecer os mandamentos, viver uma vida sacramental, especialmente frequentando sempre a Confissão e a Comunhão. Fortalecer a vida de oração, através da Palavra de Deus e Seus ensinamentos, oração do Santo Terço, adoração ao Santíssimo Sacramento, praticar o jejum, a penitência, a mortificação do seu próprio corpo; lutar e perseverar, mesmo em meio às quedas; e contar com o auxílio do Espírito Santo, e com a intercessão dos santos.

São Felipe Néri dizia que “A batalha contra o pecado é a única batalha na qual vence aquele que foge”. Aquele que procura o prazer, encontra o prazer. Mas depois vem o vazio, o remorso de consciência e a tristeza. Aquele que se abstém do prazer por amor encontra a alegria e a paz.

Professor Felipe Aquino, da Canção Nova, em seu livro “ Namoro”, nos fala de forma tão bela que: “namoro é o tempo de conhecer o coração do outro, e não o seu corpo; é o momento de explorar a sua alma e não o seu físico”. Um casal de namorados que souber aguardar a hora do casamento para viver a vida sexual, é um casal que exercitou o autocontrole das paixões e saberá ser fiel um ao outro na vida conjugal. Da mesma forma, os noivos são convidados a viver a Castidade na continência. Para um casal de cônjuges, a Castidade vive-se na fidelidade, no respeito, e na moderação. O sexo é belo e puro, se vivido segundo a Lei de Deus.

“A castidade é uma energia espiritual, que protege o amor contra o egoísmo e a agressividade, e o conduz à plena realização”. Se você deseja proteger seu namoro, noivado ou casamento do egoísmo e da agressividade, viva a castidade! Não viva só porque a Igreja pede, mas porque você quer se valorizar e proteger o amor entre você e seu amado, caminhando à plena realização. A falta de castidade enfraquece o amor e obscurece o seu sentido. Para tudo tem a hora certa, onde as coisas acontecem com equilíbrio e com as bênçãos de Deus. Viver a Castidade é possível, e vale a pena!

Que Deus te abençoe nessa missão!

CONFIRA AQUI TODOS OS ARTIGOS

INÍCIO
LITURGIA DIÁRIA
HISTÓRIA
FOTOS
COLUNISTAS
VÍDEOS
NOTÍCIAS DA IGREJA
FALE CONOSCO