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O Triste fim das almas que não se unem a Cristo




Autor: Eduardo Bezerra
Data: 12/04/2017

Eventos são realizados. Encontros são promovidos. Pregações são feitas. A cada dia católicos, leigos e sacerdotes, se esforçam ardorosamente para promoverem um encontro: de Deus com alguma pessoa. Nestes eventos os frutos são imensos. Na Casa de Evangelização, por exemplo, após um retiro de carnaval, encontramos as atividades da Casa lotadas. Várias pessoas demonstram o interesse de fazer parte da obra, e de fato, trilham um caminho longo, e ... participam ativamente da Obra.

Estar numa comunidade, estar em uma paróquia, estar ativamente em algum movimento da Igreja, ou estar na Casa de Evangelização é um esforço que o fiel faz para atualizar o status de “multidão” para o status de “discípulo”. É lindo. Vemos os frutos mais doces que poderiam surgir. Uma demonstração de amor, de conversão, de doação, de oferta.

O “ser discípulo” traz em si algumas obrigações. Essa pessoa agora, não viverá mais acompanhando Jesus de longe, ou escutando suas palavras e logo voltando para casa. O discípulo tem a missão de escutar, propagar a Palavra e fazer mais discípulos.

Porém, infelizmente, em alguns momentos, em uma proporção não tão pequena, da mesma forma que muitos se tornam discípulos rapidamente, muitos pulam fora da barca muito rápido também. Olhando para trás (não como a mulher de Ló, mas com um objetivo de contemplar a ação de Deus em minha vida e pedir forças para prosseguir) vi muitos irmãos que falaram de Deus para mim, foram instrumentos para a minha conversão: Catequistas, pregadores, líderes da paróquia, intercessores e etc. sumirem de toda relação com Deus e com a Igreja.

Isso ainda é muito difícil de digerir. Quando eu tive meu encontro com Cristo, e escutei Ele me chamando pelo meu nome... Foi algo incrível, lembro do dia, do horário, da cena, do local, lembro de tudo. Lembro da minha primeira “sede de Deus”, lembro dos terços que eu rezava no início da caminhada. Lembro da minha Crisma e lembro também do desejo de amar a Deus que eu tinha. Lembro das músicas que me fizeram chorar, por exemplo “Deus é capaz” de Vida e Reluz, que em uma parte da música dizia “Se te entregas sem reserva, tua vida se transformará”...Isso marcou a minha vida. Lembro de tudo isso como um apaixonado, que não esquece nem o perfume do seu grande amor.

E por tudo isso, não sei como uma alma que pôde conhecer a Jesus, pode voltar atrás. São Pedro explica bem essa situação “Com efeito, se, depois de fugir às imundícies do mundo pelo conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, e de novo seduzidos se deixam vencer por elas, o último estado se torna pior do que o primeiro. Assim, melhor lhes fora não terem conhecido o caminho da justiça do que, após tê-lo conhecido, desviarem-se do santo mandamento que lhes foi confiado. Cumpriu-se neles a verdade do provérbio: O cão voltou ao seu próprio vômito, e: ‘a porca lavada tornou a revolver-se na lama’” 2Pd 2, 20-22.

É o triste fim das almas que não se unem a Cristo. São as almas que não chegam a entrar no castelo, que ficam apenas passeando do lado de fora. Porém, do lado de fora do castelo, infelizmente, existem muitos animais ferozes, que só estão esperando uma alma perdida para destroça-la (cf. 1Pd 5,8). Vemos cotidianamente, cachorros voltando ao seu vômito, porcas lavadas voltando para a lama.

Isso já é bastante para que você arda em agonia por ver um irmão, remido pelo Sangue de Jesus, se lançando aos braços do Pecado, abandonando a relação com Cristo. Esse é o triste fim das almas que não se unem a Cristo.

São Josemaria questiona “Por que não te entregas a Deus de uma vez..., de verdade..., agora!?” Caminho 902. Esse é o questionamento que eu faço para você. Por que não se entregar para Deus totalmente?  Devemos responder como o Beato Charles de Foucauld: "Logo que descobri que existe Deus entendi que não podia mais fazer outra coisa a não ser viver por ele”.

Vamos aproveitar esta semana Santa e acompanhar a Paixão de Nosso Senhor. Nenhuma data é tão propícia quanto esta para a união com Cristo. Não podemos recusar o seu convite (cf. Lc 14, 15-24), pois aqueles que não respondem verdadeiramente com uma oferta de vida, têm um triste fim. Se aproximam de Jesus, caminham um pouco com ele, mas logo o abandonam e voltam para a lama da sua miséria. Nesta semana, devemos nos esforçar para fazer morrer todas as nossas misérias, nossas vontades próprias, para assim, termos a possibilidade de ressurgirmos com Cristo (cf. Rm 6, 4).

 

Deus nos abençoe.

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