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A escolha de crianças analfabetas num mundo de intelectuais




Autor: Claudinha Calzavara
Data: 16/05/2017

 

A escolha de crianças analfabetas num mundo de intelectuais

 

“Treze de maio na Cova da Iria

No Céu aparece a Virgem Maria

Aos três pastorinhos, cercada de luz

Visita Maria a Mãe de Jesus.”



                A três pastorinhos com 10, 9 e 7 anos de idade. Crianças pobres, analfabetas, sem reconhecimento, sem credibilidade. O mundo estava passando por dias difíceis demais, uma Guerra Mundial e tudo que um acontecimento desse acarreta: confrontos; fome em inúmeros lugares, atingindo tantas pessoas; famílias desestruturadas com mortes precoces...

                Com tudo isso acontecendo, Maria veio trazer verdades duras. Mostrar seu Coração cravejado de espinhos pelas perseguições e blasfêmias que Ela e seu Amado Filho sofriam. Veio mostrar o inferno e as almas que padeciam pela falta de oração e penitências. Veio anunciar que a Guerra estava perto do fim, mas que outros tempos de tribulações começariam. Veio alertar sobre uma ideologia que nascia e crescia na Rússia e pedir que todo esse país se consagrasse a Ela.

                É bem sabido que existiam comandantes dos exércitos, Primeiros Ministros, Reis, Rainhas, Presidentes, o Papa. Maria podia ter ido a qualquer uma dessas pessoas. Mas Deus, com sua infinita sabedoria, escolheu a essas três crianças. Crianças essas que Ele sabia que eram santas e desejosas pela salvação. Não se engane, a santidade dos pastorinhos não é uma consequência das aparições, mas o oposto, a santidade deles fez com que fossem escolhidos para tão grande missão. Talvez não houvesse no mundo outro alguém que suportaria as perseguições sem desistir de proclamar as mensagens da Mãe de Deus.

                Perseguições sim! Inúmeras, por sinal. Essas crianças, que a Igreja eleva aos altares nos dias atuais, antigamente eram taxadas de loucas, criativas, eufóricas. Mas os três não desistiram do que o Senhor lhes confiou e se submeteram a viver o que fosse preciso para que os ensinamentos da Santa Mãe de Deus fossem propagados. Como somos nós diante de quem nos persegue? Firmes ou covardes? Fica, então, os ensinamentos desses pequenos valentes que amavam a Deus mais que a si mesmos, mais que suas reputações. Uma infância cheia de sabedoria Divina e mais maturidade que tantos que têm décadas de vida.

                Quantas reflexões essa aparição pode nos trazer, não é mesmo? Com a recente canonização de São Francisco Marto e Santa Jacinta Marto eu quis apresentar essa: A escolha de crianças analfabetas num mundo de intelectuais. Não só em Fátima, mas também em Lourdes com Santa Bernadete, em Guadalupe com São Juan. Maria sempre aparecendo aos pequeninos, humildes e santos. E, sem nenhuma coincidência, essas escolhas remetem, imediatamente, a outra que foi feita quando Deus havia de vir ao mundo. De todas as formas que Deus poderia se encarnar Ele escolheu vir por uma mulher, de todas as mulheres do mundo Ele escolheu uma jovem pobre, sem reconhecimento, sem credibilidade. E, dessa forma, fez do ventre dessa Mulher o berço de Deus, como daquele pequeno pedaço de terra, escondido, esquecido, da Cova da Iria fez-se um dos maiores santuários Marianos do mundo.

                Viviam sua vida santa, mas, segundo a própria Virgem Maria, tinham que rezar muitos terços para serem salvos. Tiveram pouco tempo para buscar a Deus, mas buscaram depressa, não esperaram a velhice para se arrepender dos pecados da vida. Ainda bem. Já que, dos três, dois não passaram dos 10 anos de idade.

                Veja, estamos, hoje também, vivendo momentos difíceis no mundo. A mensagem de Fátima, como bem disso o Papa Francisco, continua viva e pertinente aos nossos ouvidos. Tenhamos a santa ousadia de sermos como os Pastorinhos, então. Dispostos a enfrentar perseguições em nome da verdade, penitentes, fiéis às nossas orações e devotos ao Imaculado Coração de Maria. Com uma certeza consoladora no meio de tanta perdição: No fim esse coração há de triunfar!

                “Que o Coração Imaculado de Maria seja sempre o nosso refúgio, a nossa consolação e o caminho que nos conduz a Cristo.” (Papa Francisco). 

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