ARTIGOS

Famílias Restauradas, sociedade curada




Autor: Paulo Eduardo
Data: 10/09/2017

Famílias Restauradas

 

Construir uma família tem sido, cada vez mais, uma atitude desafiadora na contemporaneidade, em uma sociedade que almeja o prazer instantâneo, a elevação do ser humano como deus de si e o consequente esquecimento do próximo. É curioso que, aparentemente de maneira controversa, levantam-se bandeiras em prol de igualdade e respeito à diversidade, quando, ao mesmo tempo, lançam-se mecanismos para destruir uma instituição em que se aprende a doação, a colaboração e o respeito, para não falar ainda do aspecto miraculoso do amor.

Estamos imersos em um mundo que ainda guarda muitas tradições cristãs, mas que reabsorveu o paganismo, voluntária ou involuntariamente, de modo que pessoas que se dizem cristãs aceitam a Palavra, os mandamentos, a doutrina e o magistério da Igreja, mas com suas ressalvas, como se Jesus fosse parte de um combo seletivo em que se podem agregar desejos. Não à toa, há os que buscam o matrimônio, mas discordam da castidade ou ameaçam cônjuges com pedidos de divórcio; mães e pais que colocam os filhos como o centro da vida, deixando Deus em segundo plano; filhos que mais obedecem a líderes externos que àqueles que estão em casa. Enfim, estamos na era do Eu-Aqui-Agora, em que as noções de sacrifício, de humilhação e de entrega, exemplificadas por Jesus Cristo, estão sendo deixadas de lado, mesmo que cada qual ache que não age assim, pelo menos não pode negar que está cercado por isso e, como bom cristão que se reconhece frágil, sabe que pode ser puxado por essa onda.

A família é um reflexo da obra criadora do Pai (cf. § 2204 do Catecismo da Igreja Católica), restaurar essa sacralidade é necessário para modificar uma sociedade egoísta e trazê-la para o seio de uma solidariedade que ultrapasse os aspectos materiais. Cada qual sabe – ou tem noção – do que precisa ser restaurado em sua casa, para que sua família honre o projeto de Deus, mas, estando em meio a um mar de lama, é impossível não se sujar, por isso é preciso restaurar a água.

Sem a luz da razão e a luz sobrenatural da fé, o ser humano se animaliza e, como muitos animais, pode passar a viver por instinto de sobrevivência, sem sequer reconhecer os seus. É necessário, portanto, alimentar o conhecimento e a fé, por meios intelectuais e oracionais, pois assim se constrói uma casa em um lugar cuja água vem de um mar de misericórdia –  Água Viva –, uma casa construída sobre rocha e não sobre areia (cf. Mt. 7,25):  a rocha do sacrifício, da entrega, da leitura, do louvor, da oração, dos joelhos dobrados, dos jejuns, das penitências, do respeito ao Magistério, da obediência, do silêncio ... de Cristo.

Nos dias 16 e 17 de setembro a Casa de Evangelização promoverá o evento "Famílias Restauradas", participe conosco:
https://www.facebook.com/events/520536691610806/ 

Confira outros artigos de Paulo Eduardo

Vocação Matrimonial

 A vocação matrimonial é muito mais séria que simplesmente estar em uma relação, algo que também é sério, porém aquela se trata de um sacramento, um compromisso não apenas com o outro, mas com Deus. No capítulo...

Saiba mais informações

A oportunidade de amar

Jesus Cristo é a figura que estabelece um novo paradigma de preceitos religiosos, que dá sentido à Lei. Uma de suas principais reorientações é o olhar para o próximo, o outro que está diante de nós. O Senhor Nosso Deus não é...

Saiba mais informações

Obediência: um exercício de santidade

Um dos passos primordiais para o crescimento comunitário é a obediência, seja na ampla comunidade cristã –  a Igreja –, seja em qualquer instituição secular, pois, ao obedecer, coopera-se e, sobretudo, acredita-se em quem está com a a...

Saiba mais informações

CONFIRA AQUI TODOS OS ARTIGOS

INÍCIO
LITURGIA DIÁRIA
HISTÓRIA
FOTOS
COLUNISTAS
VÍDEOS
NOTÍCIAS DA IGREJA
FALE CONOSCO